01.10.2018
No projeto em voga que objetiva realizar uma análise de conteúdo das falas dos presidenciáveis, buscou-se, sempre, trazer à tona os temas atinentes à economia, especialmente no que tange à liberdade econômica.
GERALDO ALCKMIN
Na entrevista, inicialmente, tratou-se das alianças políticas de Alckmin e de seu partido, inclusive no que tange às alianças e os políticos corruptos e investigados pela Justiça. Na sequência tratou-se da obra do Rodoanel, em São Paulo, e, depois, da segurança pública. Mobilidade urbana e habitação foram pauta da entrevista, também. Questionado sobre o déficit de habitação, o candidato afirmou que:
“Todo mundo sabe que o Brasil passou, nesses últimos anos, a maior crise da história. A maioria dos governos não paga nem salário, salário está atrasado. Nós, com todas as contas em dia, superávit primário, que é o que nós vamos fazer no Brasil, ajuste pelo lado da despesa e investimento, investimento. E confiança, trazer confiança para o Brasil voltar a crescer”.
Na sequência, ainda tratando de habitação, afirmou que:
“Bonner, não tem nenhum estado que invista em habitação, quem investe é o Governo Federal, porque é ele que tem o dinheiro do Fundo de Garantia. O estado de São Paulo é o único que investe 1% do ICMS em moradia, por quê? É moradia para você, que ganha um salário, dois salários, poder ter acesso à casa própria e emprego na veia. Eu vou fazer um grande canteiro de obras, Bonner e Renata, estradas, ferrovia, rodovia, portos, aeroportos, água, esgoto, habitação, porque é emprego na veia. É isso que o Brasil precisa, emprego rápido”.
Finalizou-se a entrevista com Geraldo Alckmin com praticamente nenhuma pergunta direta de caráter econômico. De tudo que foi dito pelo candidato, em síntese, pode-se depreender que no caso do Estado de São Paulo, até pouco governado por ele, as contas estão em dia, com superávit primário, mesmo num cenário de crise em todo o país. Afirmou que tem intenção de fazer, para o Brasil, o mesmo que fez em São Paulo, pelo lado da despesa e investimento. Além disso, fez questão de destacar, ao ser questionado sobre o tema da habitação, que São Paulo é o único que investe 1% do ICMS arrecadado em moradia. Ademais, afirmou que fará, do Brasil, um grande canteiro de obrar, com estradas, ferrovia, rodovia, portos, aeroportos, água, esgoto, habitação porque, segundo ele, esse intervencionismo na economia gera empregos e isso, ainda segundo o candidato, é o que o Brasil precisa: empregos e rápido.